sábado, 9 de fevereiro de 2008

Fármacos já existentes podem evitar contaminação pelo HIV

Fármacos já existentes no mercado para tratamento da Sida (anti-retrovirais) podem impedir a transmissão vaginal do vírus, segundo um estudo publicado na revista "PL
oS Medicine".

A grande maioria dos novos casos da doença surge em mulheres (mais susceptíveis ao HIV que os homens) que tenham praticado sexo desprotegido com um parceiro infectado.
Para testar essa possibilidade, os cientistas da University of Texas, EUA, utilizaram como modelo de estudo o ratinho.
Num grupo de cobaias, os cientistas aplicaram diariamente, ao longo de sete dias, a conjugação dos fármacos emtricitabina e tenofovir antes e depois da exposição vaginal ao HIV.
Para controlar os resultados, outro grupo foi exposto ao vírus mas sem se aplicar a toma dos medicamentos.
Entre o grupo dos ratinhos que não recebeu o tratamento, 90% foi infectado com o vírus da Sida. No outro grupo, que tinha recebido os anti-retrovirais, nenhum contraiu a doença.
Segundo o líder da investigação, Victor Garcia-Martinez, se o tratamento preventivo funcionar as perspectivas são muito positivas, em especial em áreas onde a incidência do vírus é alta, como acontece em África.

Fonte:

http://www.aids.gov.br/data/Pages/LUMISDA56F374ITEMID4D8C05EA438B4438A1F5246D38A642C4PTBRIE.htm

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

'Science' escolhe os melhores do ano

Detalhamento das variações genéticas humanas e a possibilidade de ligar genes a doenças foram vencedores

Os grandes avanços conseguidos para aprofundar o conhecimento sobre a variação genética do homem foram escolhidos como o “acontecimento científico” de 2007 na opinião da revista Science. Em uma série especial sobre avanços da ciência, a publicação ressaltou o deslumbramento da comunidade científica com as variações do genoma humano.

A revista afirma que os estudos do genoma neste ano forneceram informações sobre várias doenças, incluindo a fibrilação arterial, o transtorno bipolar, os cancros de mama e colo-retal, os diabetes tipos 1 e 2, os problemas cardíacos, a hipertensão, a esclerose múltipla e a artrite reumatóide.

A partir da sequência do genoma humano, os cientistas começaram a fazer um acompanhamento de variações diminutas, chamadas polimorfismos do nucleotídeo único. Essas variações ou polimorfismos foram cruciais para comparar o DNA de milhares de indivíduos com ou sem doenças e determinar que variantes genéticas poderiam presumir o risco de uma patologia se manifestar.

A Science reforça que tais informações permitem que os pesquisadores determinem os genes relacionados a doenças, como os que são ligados ao diabete tipo 2, descobertos neste ano.

Segundo Robert Coontz, sub editor da Science e responsável pelo processo de selecção dos temas mais importantes do ano, a diferença do DNA de uma pessoa para outra ficou marcadamente estabelecida em 2007. “É um enorme salto conceitual, que afectará desde a maneira como os médicos tratam as doenças até a forma como nós mesmos nos vemos, e como protegemos nossa privacidade”, destacou.

Ao determinar a variação genética humana, os cientistas também descobriram que dentro das biliões de bases do DNA, muitas podem se perder, se misturar ou se replicar, alterando a estrutura genética em algumas gerações.

Em segundo lugar, a revista destaca o anúncio de que já existe uma tecnologia para reprogramar as células. Cientistas japoneses e americanos revelaram em Junho que tinham criado células-tronco totipotentes induzidas a partir de pele de rato. Eles afirmaram que essas células poderiam ser utilizadas para produzir qualquer tipo de células, inclusive óvulos e esperma, com o que demonstraram que têm as mesmas capacidades das células-tronco embrionárias, alvo de tanta polémica ética.
Três meses depois dessa divulgação, duas equipes de cientistas anunciaram que tinham criado o mesmo tipo de células a partir de células dérmicas humanas. “Esse estudo poderia alterar a ciência e a política na pesquisa das células-tronco”, afirma a publicação. Nos Estados Unidos, a pesquisa com células-tronco embrionárias se tornou um tema que divide liberais e conservadores.

O presidente George W. Bush é contra esse tipo de estudo por considerar que a pesquisa implica na destruição de embriões e, consequentemente, de seres humanos. Coontz acredita que as células reprogramáveis “poderiam abrir caminhos para a pesquisa biomédica, uma vez que os cientistas consigam superar alguns obstáculos”.
O sub editor da Science explica que essa descoberta era uma forte candidata a acontecimento científico do ano. “Mas nos decidimos pela variação genética humana, porque os estudos estão avançando muito rápido e radicalmente”, justificou.
A revista também mencionou como um dos grandes avanços científicas do ano a descoberta feita por astrónomos do Observatório Pierre Auger, na Argentina. Os pesquisadores descobriram que os raios cósmicos que cruzam a atmosfera parecem vir de áreas povoadas pelos chamados “núcleos galácticos activos”. Segundo os cientistas, esses raios cósmicos aumentam sua velocidade depois de passar pelos campos magnéticos que estão em volta dos buracos negros.

Fonte:

http://txt.estado.com.br/editorias/2007/12/21/ger-1.93.7.20071221.8.1.xml

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Nanotecnologia e Cancro

O objectivo do Instituto Nacional de Cancro dos Estados Unidos é utilizar a Nanotecnologia (sem dúvida um dos avanços tecnológicos significante de nossos tempos), para eliminar antes de 2015 as mortes e o sofrimento causados pelo cancro. Neste sentido as investigações actuais se centram em como utilizar a Nanotecnologia para mudar de forma radical a capacidade da medicina para diagnosticar, compreender e tratar o cancro.
Investigações já realizadas conseguiram desenvolver nano-aparelhos capazes de detectar um cancro na fase muito preliminar, localizá-lo com extrema precisão, proporcionar tratamentos especificamente dirigidos às células malignas e medir a eficácia dos ditos tratamentos na eliminação das células malignas. Mas as investigações continuam, e são tais os últimos avanços tecnológicos neste campo, que cientistas experientes acreditam que a Nanotecnologia pode se transformar num instrumento base no diagnóstico, tratamento e prevenção desta doença mortal.
Graças a outro grande projecto, o Human Genome Project os cientistas sabem cada vez mas sobre o desenvolvimento do cancro, o que por sua vez cria novas possibilidades para atacar a base molecular desta doença. Não obstante, até agora os investigadores não dispunham das inovações tecnológicas necessárias para converter importantes achados moleculares em benefícios directos para doentes oncológicos. É aqui onde a Nanotecnologia pode assumir um papel chave, através de avanços tecnológicos e ferramentas capazes de transformar a forma de diagnosticar, de tratar e prevenir da medicina actual.


Fonte:
http://www.euroresidentes.com/Brazil/avancos/Avancos_Nanotecnologia_Cancer.htm (adaptado)

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Tecnologia e medicina: juntas, podem fazer da ficção uma realidade para pacientes

Mão artificial, olho biónico e sistema robótico que se encaixa no corpo e ajuda a carregar peso são algumas das novidades


A tecnologia já faz parte das nossas vidas há tempos. Porém, além das maravilhas que pode fazer pelo entretenimento, pela comunicação e pela segurança, os avanços tecnológicos, quando aplicados no campo da medicina, podem surpreender ainda mais.

A Experimental Biology é um encontro anual de cientistas que ocorre nos EUA onde são apresentados projectos e estudos ligados à biologia experimental, como sugere o nome.

Na feira deste ano, cujo tema foi "Avançando a Fronteira Biomédica", os pesquisadores exibiram diversos equipamentos que pareciam ter saído de alguma ficção científica, como RoboCop ou Bionic Man.

Robôs e membros artificiais

Um exemplo é o sistema robótico desenvolvido pela Universidade da Califórnia chamado BLEEX, que se encaixa no corpo humano como uma peça de roupa e, imitando todos os seus movimentos, o auxilia a levantar pesos.

O sistema já havia sido apresentado em 2004, mas está em um ponto de desenvolvimento mais avançado a esta altura. No momento, é produzido para o uso militar e industrial, mas seus criadores estão trabalhando no sentido de, em cerca de três anos, o disponibilizar para cidadãos comuns que tenham dificuldade para andar e carregar peso.

Outro projecto apresentado foi o da mão artificial Dextra, da Universidade de Rutgers. Partindo do pressuposto de que, no caso de amputação da mão, os músculos e a parte do cérebro responsável pelos seus movimentos continuam intactos, os cientistas produziram um sistema, que recebe os sinais de sensores ligados à parte mutilada e os traduz em pequenos movimentos.

Até agora, movimentos bruscos ainda não são possíveis, mas dá para realizar tarefas mais simples como girar a chave na fechadura, abrir portas ou apanhar objectos de uma mesa, por exemplo.

Olho biónico

A área de oftalmologia não ficou de fora. Médicos da universidade de Stanford desenvolveram uma das mais chamativas das novidades: um olho biónico. Com o dispositivo, quem perdeu a visão por causa da perda de foto-receptores da retina pode voltar a enxergar, pelo menos em parte.

São implantado um chip sensível à luz menor que um grão de arroz e uma pequena bateria solar no olho deficiente que, com o auxílio de um computador portátil do tamanho de uma carteira, estimulam as células da retina a reconhecer imagens.

Os testes em cobaias animais mostraram que o resultado é possível, e a meta dos estudiosos é conseguir ampliar a visão proporcionada de forma a permitir que os usuários reconheçam rostos e leiam placas grandes.

Fonte:
http://dinheiro.br.msn.com/especiais/tecnologia/artigo.aspx?cp-documentid=4140125

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Saúde cardíaca dos norte-americanos piorou desde o 11 de Setembro

O stress derivado dos atentados de 11 de Setembro de 2001 teve consequências nefastas para a saúde cardíaca dos norte-americanos, mesmo para aqueles que não estiveram directamente ligados ao acto terrorista, revelam investigadores.

Na primeira investigação feita do género, publicada na edição de Janeiro do jornal «Archives of General Psychiatry», dos investigadores da Universidade de Irvine, na Califórnia, estabelece-se uma ligação entre os atentados, ocorridos em Nova Iorque e Washington, e um aumento de 53 por cento dos problemas cardíacos na população adulta que foi alvo de estudo nos três anos que seguiram o 11 de Setembro.

A maioria assistiu em directo aos atentados através da televisão e um terço não teve qualquer tipo de ligação com estes.

A maior parte dos indivíduos que não apresentava nenhum factor de risco, como os fumadores e os obesos, sofreram um declínio da sua saúde cardíaca, segundo os investigadores.

«Parece que os atentados do 11 de Setembro foram tão importantes, que a cobertura efectuada pelos media transmitiu stress suficiente aos telespectadores que reagiram de uma forma que contribuiu para aumentar os seus problemas cardíacos», afirmou Alison Holman, principal autora da investigação.

Esta investigação foi conduzida ao longo de três anos e abrangeu 1.500 adultos.


Fonte:

Diário Digital / Lusa

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Governo britânico regulará homeopatia e outros tratamentos alternativos

O governo britânico pretende regular pela primeira vez a aromaterapia, a reflexologia, a homeopatia e outros tratamentos alternativos, cada vez mais populares no Reino Unido, indica hoje o jornal “The Times”.



O novo Conselho para a Saúde Natural, que tem apoio do príncipe Charles, poderá desta forma proibir o exercício desse tipo de práticas a eventuais charlatões e a profissionais incompetentes ou descuidados.

O órgão ficará encarregado de criar padrões mínimos capazes de garantir que aqueles que praticam estas medicinas alternativas estejam devidamente qualificados para isso.

Os pacientes poderão, por sua vez, fazer possíveis queixas à entidade, inspirada no já existente Conselho de Clínicos Gerais.

Embora o sistema seja inicialmente voluntário, as autoridades acreditam que ele seja aceito por todos os praticantes, pois será uma garantia de qualidade que o público levará em conta.

O organismo só aceitará o registro dos profissionais que tenham completado um curso reconhecido oficialmente, estejam devidamente assegurados e assinem um código de conduta.

Segundo algumas pesquisas, 68% dos cidadãos do Reino Unido acham que os tratamentos alternativos são tão válidos quanto os convencionais.

No entanto, há muito tempo as autoridades estão preocupadas com o fato de que actualmente qualquer pessoa pode se dedicar à acupunctura, ao herbalismo e a outras práticas do tipo.

De acordo com uma pesquisa do “Times”, três em cada quatro pessoas acham que aqueles que praticam esses tratamentos alternativos estão devidamente formados e autorizados para fazê-lo.

Entre as práticas que as autoridades de saúde regularão estão ainda as massagens, a osteopatia craniana, o shiatsu, o reiki e as chamadas técnicas de Alexander e de Bowen.

O Conselho para a Saúde Natural, promovido pelo príncipe Charles, será formado por uma série de pessoas nomeadas graças a um processo independente e haverá uma clara divisão entre o organismo e os entes profissionais representativos dos distintos tratamentos regulados.


Fonte:

http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u360471.shtml


Medicamento português à venda nos EUA


Antiepilético da Bial só será comercializado em finais de 2009

Pela primeira vez, um medicamento português vai ser vendido nos EUA no Canadá. Só com a assinatura do contrato de licenciamento, a empresa farmacêutica, Bial, traz para Portugal 50 milhões de euros.

Foram precisos 14 anos de investigação para que a Bial criasse um novo medicamento para a epilepsia. As vantagens do fármaco, na melhoria da qualidade de vida dos doentes, foram agora reconhecidas por uma empresa norte-americana, que quer comercializar o produto.
A licença de venda rendeu, num processo inicial, 50 milhões de euros, mas a receita sobre esta venda poderá atingir os 120 milhões.
O medicamento só comecará a ser comercializado em finais de 2009, assim que a autoridade norte-americana, que regula o sector, aceite o registo do produto.
Na investigação deste fármaco para a epilepsia, a Bial investiu, nos últimos dez anos, cerca de 250 milhões de euros.
Dinheiro que esperam vir a recuperar assim que se inicie a comercialização do fármaco.
A empresa conta estender, também em 2009, a venda do medicamento à Europa e ao Japão.

Fonte:
http://sic.sapo.pt/online/noticias/vida/20080102Medicamento+portugues+a+venda+nos+EUA.htm